quinta-feira, 13 de julho de 2006

Rebeldia Bem Intencionada

Esse disfarce de rebeldia bem intencionada
De nossos poemas mansos
Crescendo entre a inocência e a indignação
Traz dúvidas para o meu coração
Cantamos a paz, o bem, a fé e a esperança
Falamos até de Deus
Mas calamos perante a responsabilidade individual no encontro do social
Achamos culpados, crucificamos governantes, policiais, assassinos, bandidos
Com veemência levantamos a bandeira
Bradamos ao mundo a nossa dor
Pena que não busquemos antes a paz interior
Cada um de nós é autor do poema chamado vida
Precisamos assinar nossas obras assim como Deus assinou
O que estamos construindo ao nosso redor?
Como atuamos no palco da vida?
Como assistimos nossas obras?
Como interagimos uns com os outros?
Quantos morrem de fome, de frio embaixo da nossa porta e queremos falar de paz, de solidariedade, de fraternidade
Não damos conta que a desorganização exterior é consequênciada desordem interior
Pobres de nós poetas, trovadores
Sonhadores do amor sem dor
Cegamos na nossa boa intenção
Sem ter ainda a paz interior
Quantos já matamos com nossa indiferença
Quantas vezes passamos ao largo do nosso irmão cheio de carência
Quantos assassinamos com nossa omissão
Como podemos falar de compreensão
Negamos amor, perdão, tiramos ilusão
Sagazes, perspicazes, intelectualizados matamos a paz,
Traímos, somos infiéis com quem nos ama
Com um olhar certeiro atiramos na alma de quem tanto amamos,
Nossos filhos, que assistem a guerra no lar, sem nada poderem falar
E quantas vezes morremos...
Vamos antes, pensar em nós
Assassinos e assassinados diários, domésticos transferindo responsabilidades sem paciência
E como ter paz sem paciência se a paciência é a ciência da paz?
Vamos com calma entender que há necessidade dos escândalos, para que hajam mudanças
E elas, só acontecem na construção do pequeno para o grande
Por isso amigos, poetas, trovadores queridos irmãos,
Vamos arquitetar a paz cada um de nós com sua missão
Vamos dar as mãos nessa construção saindo da omissão daquilo que temos em mãos.
(Sperazzo)

sábado, 8 de julho de 2006

O que é foda?

Divagações sobre o AMOR
"Quem é que sabe a verdade a respeito do amor ou dos relacionamentos? O que realmente havia de errado com o que eu sentia, via, com o que eu acreditava e com que eu concluía a partir dos modelos de relacionamento que havia presenciado?boas perguntas! Eu tinha que descobrir as respostas.
... levei 30 anos para perceber que o amor é uma experiência pessoal e interior de bem-estar total que não combinava com nenhuma das imagens que eu conhecera até então.[...]
Relaxar! Soltar todos os medos, feridas, descisões, julgamentos e conclusões provocados pela raiva e pelos sentimentos. Soltar as exigências, expectativas e fantasias. O amor, descobri, é ficar quieta o suficiente para sentir o que se passa dentro de você e então aprender a reconhecer e aceitar o que está sentindo."

Estes trechos foram extraídos do livro "Enquanto o amor não vem" de Yanla Vanzant. Eu já li este livro e agora estou relendo após um ano, e confesso que é apaixonante, uma leitura edificante e elucidativa, faço dela as minhas palavras, pq realmente, acredito que precisamos nos conhecer melhor, saber exatamente o que nós sentimos e como sentimos, decodificar o sentimento que pulsa dentro da gente, e com isso, calgar mais um degrau do nosso crescimento interior, direcionado a evolução e a felicidade pessoal.

O amor é tema secular, e jamais será um assunto enfadonho, pois trata-se da essência da raça humana, e, francamente, adoro descobrir, sentir e concluir um pouquinho mais sobre este universo sentimentalista, enveredado por fantasias e anseios de cada ser. Nascemos com um receio natural do desconhecido, com a insegurança inconsciente da rejeição e do abandono, mas temos a capacidade de discernir sobre o que vale a pena, através de cada experiência vivida, possibilitando verdadeiramente o domínio de nossas emoções, mas para tanto, é necessário coragem para se auto-avaliar, enfrentar o nosso EU e aceitar com humildade o nosso lado ruim, acreditar que podemos melhorar e perseverar na esperança de um novo amanhã, de um recomeço.


Há Doenças Piores que as Doenças

Há doenças piores que as doenças,
Há dores que não doem, nem na alma
Mas que são dolorosas mais que as outras.
Há angústias sonhadas mais reais
Que as que a vida nos traz, há sensações
Sentidas só com imaginá-las
Que são mais nossas do que a própria vida.
Há tanta coisa que, sem existir,
Existe, existe demoradamente,
E demoradamente é nossa e nós...
Por sobre o verde turvo do amplo rio
Os circunflexos brancos das gaivotas...
Por sobre a alma o adejar que não foi, nem pôde ser, e é tudo.
Dá-me mais vinho, porque a vida é nada.
(Fernando Pessoa)

quinta-feira, 6 de julho de 2006

A morte de cada dia

Num artigo muito interessante, Paulo Angelim, que é arquiteto, pós-graduado em Marketing, dizia mais ou menos o seguinte: "Nós estamos acostumados a ligar a palavra morte apenas à ausência de vida e isso é um erro. Existem outros tipos de morte e precisamos morrer todo dia. A morte nada mais é do que uma passagem, uma transformação. Não existe planta sem a morte da semente, não existe embrião sem a morte do óvulo e do esperma, não existe borboleta sem a morte da lagarta, isso é óbvio! A morte nada mais é do que o ponto de partida para o início de algo novo". ... "É a fronteira entre o passado e o futuro ..."

Se você quer ser um bom universitário, mate dentro de você o secundarista aéreo que acha que ainda tem muito tempo pela frente.

Quer ser um bom profissional ?
Então mate dentro de você o universitário descomprometido que acha que a vida se resume a estudar só o suficiente para fazer as provas.

Quer ter um bom relacionamento ?
Então mate dentro de você o jovem inseguro, ciumento, crítico, exigente, imaturo, egoísta ou o solteiro solto que pensa poder fazer planos sozinho, sem ter que dividir espaços, projetos e tempo com mais ninguém.

Quer ter boas amizades ?
Então mate dentro de si a pessoa insatisfeita ou descompromissada, que só pensa em si mesmo. Mate a vontade de tentar manipular as pessoas de acordo com a sua conveniência.

Respeite seus amigos, colegas de trabalho, vizinhos. Enfim, todo processo de evolução exige que matemos o nosso "eu" passado, inferior.

E, qual o risco de não agirmos assim ?
O risco está em tentarmos ser duas pessoas ao mesmo tempo, perdendo o nosso foco, comprometendo essa produtividade, e, por fim, prejudicando nosso sucesso.

Muitas pessoas não evoluem porque ficam se agarrando ao que eram, não se projetam para o que serão ou desejam ser. Elas querem a nova etapa, sem abrir mão da forma como pensavam ou como agiam. Acabam se transformando em projetos acabados, híbridos, adultos infantilizados". Podemos até agir, às vezes, como meninos, de tal forma que não matemos as virtudes de criança que também são necessárias a nós, adultos, como: brincadeira, sorriso fácil, vitalidade,criatividade, tolerância etc. Mas, se quisermos ser adultos, devemos necessariamente matar atitudes infantis, para passarmos a agir como ADULTOS.

Quer ser alguém (líder, profissional, pai ou mãe, cidadão ou cidadã, amigo ou amiga) melhor e mais evoluído ?
Então, o que você precisa matar em si, ainda hoje, é o ''egoísmo'' e o ''egocentrismo'', para que nasça o SER que você tanto deseja ser !

Pense nisso e morra !
Mas ... não esqueça de nascer melhor ainda.

Fecha a BOCA!

Vai comprar casa? Fecha a boca.  🙊 Vai comprar carro? Fecha a boca.  🙊 Vai se casar? Fecha a boca.  🙊 Vai viajar? Fecha a bo...